Estaríamos destinados a ficar
juntos? Neste momento considero todas as opções válidas, se ele não está comigo é porque existe uma razão.
Lembro-me de ver o Diogo a correr
na minha direcção e do médico dizer algo, mas não consegui perceber do que se
tratava porque adormeci.
Sinto alguém a beijar-me a mão. Abro os olhos e dou conta de
uma pessoa sentada ao meu lado. Aquele rosto familiar fez-me voltar atrás no
tempo, de novo… A sua mão tocava na minha, mas ele afastou-a logo quando os nossos
olhares cruzaram-se. - Olá – Digo com um pequeno sorriso nos lábios, por vê-lo
junto de mim.
- Olá… – A sua expressão preocupada
desaparece, dando azo a um sorriso forçado.
- O que se passou? – Tento
lembrar-me do que tinha acontecido, mas sem sucesso.
- Desmaiaste.
Estou confusa e ele apercebe-se
disso - Desmaiei? Como desmaiei, se isto é um processo simples?
- O teu coração imobilizou-se.
- Isso quer dizer que…
- Sim, tiveste uma paragem cardiorrespiratória.
O pânico volta a inundar a minha
mente - Como? Fizeram-me tantos exames e não detectaram nenhum problema no meu
coração?
- Não sei o que aconteceu, aliás
ainda ninguém sabe.
- Mas tu não me deixaste morrer.
- Não. – O seu sorriso fingido
desaparece e o médico fica sério.
- Eu sei… Tu prometeste.
- Prometi? – Ele estava confuso - Desculpa,
não estou a ver quando disse isso.
- Disseste-o há muito tempo… É
normal não te lembrares, ainda estávamos no Congo. Tinha-te dito que estava com
medo de morrer e simplesmente disseste que não irias permitir tal coisa. Foi o meu último pensamento antes de desmaiar. Estava a pensar em ti
enquanto era espetada.
- Desculpa tudo o que te fiz Margarida.
Não queria magoar-te…
- Chiu… Não digas nada… –
Aproximo-me dele para tapar-lhe a boca - Foi o destino que quis que seguíssemos
caminhos diferentes. Tu estás com a Bárbara e eu estou com o Eric. – Olho em
redor do quarto para encontrá-lo – Onde é que ele está?
O sorriso de Diogo desaparece mal
falo em Eric e ele volta a ficar sério. – Ele saiu para poderes descansar.
(Capítulo 10)









